Descubra os benefícios de estimular as habilidades cognitivas das crianças

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O assunto das habilidades cognitivas é cercado de mitos e compreensões superficiais. Por exemplo, algumas pessoas consideram a intelectualidade um dom, e outros não conseguem compreender que há várias formas de inteligência diferentes.

Perceber o potencial cognitivo de uma criança ou jovem como algo que pode ser estimulado e educado é fundamental para seu bom desenvolvimento. Muitas vezes, o processo educativo passa por convencer o próprio estudante de que há um potencial que ele carrega e que precisa ser desenvolvido adequadamente.

Nas próximas linhas, você confere alguns pressupostos didáticos sobre as habilidades cognitivas. Também vamos dar dicas de como desenvolvê-las na escola e em casa, explicando de que é composta a cognição de um estudante. Leia até o fim!

Quais são e como funcionam os componentes cognitivos

O que costumamos chamar de inteligência? Quais são os atributos das pessoas ditas “intelectuais” e como eles podem ser mais bem utilizados para conseguir bons resultados em exames, entrevistas de emprego e, principalmente, em prol do bem-estar do estudante?

Vale ressaltar que o primeiro passo para o bom uso do intelecto é aquilo que chamamos de “inteligência emocional”. Basicamente, trata-se da habilidade de reagir bem a diversas situações, evitando que eventos cotidianos abalem a autoestima.

Abaixo, detalhamos quais são os componentes cognitivos e como eles podem ser explorados se estimulados junto à inteligência emocional da criança ou jovem.

Memória

Um traço intelectual das pessoas inteligentes é a capacidade de reter informações importantes. A memória pode ser treinada e se expandir, mas é sempre interessante lembrar que ela tem limites e que memorizar é um ato que demanda energia.

Talvez, o gesto mais importante no treino da memória seja a seletividade dela. É necessário diferenciar os assuntos que precisam ser memorizados daqueles que podem ser anotados em cadernos, aplicativos e outros utensílios mnemônicos.

A popularização de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis contribui muito para promover essa seletividade. No entanto, você deve instruir seus filhos sobre o papel educativo de aparelhos com os quais ele só se relaciona nos momentos de lazer.

Atenção

A boa memória é fruto, principalmente, da atenção. Quando estamos atentos a determinadas informações, nós as armazenamos mais facilmente e elas ficam disponíveis por mais tempo.

Para que isso dê certo, o descanso é fundamental. Nossa capacidade de estar atento é muito dependente do sono e do uso moderado das nossas faculdades mentais, por exemplo. Além disso, ela é naturalmente orientada para as informações pelas quais temos maior nível de interesse.

O cansaço, a ansiedade e todo tipo de estresse são grandes inimigos da atenção. Assim, uma criança com um processo cognitivo saudável é, quase sempre, alguém com estabilidade emocional e uma vida regrada.

Colocar regras para as crianças é passar segurança a elas, mesmo que em alguns momentos elas se mostrem resistentes a esse processo. No entanto, vale lembrar que tudo em excesso faz mal, até mesmo a organização da rotina.

Concentração

É preciso lembrar que a concentração pode ser estimulada se soubermos como ela funciona. Quanto mais tempo dedicamos a uma mesma atividade, menor a nossa capacidade de concentração.

Existem métodos de produtividade como o Pomodoro, que envolvem a prática se entregar a uma certa atividade por um tempo determinado, descansando logo em seguida. Em qualquer área de estudos, a concentração se liga ao ato de revezar atividades e descanso.

Assim, práticas criativas, por exemplo, demandam períodos de ócio tanto quanto de concentração. O ócio, por sinal, é muito importante para a qualidade de qualquer um dos componentes cognitivos que apresentamos aqui, e contribui para a motivação nos estudos.

Raciocínio lógico

Este é o tópico em que as pessoas mais pecam quando se aplicam aos estudos. Raciocinar bem implica conhecer o assunto que é objeto de estudo, mas também ser capaz de juntar rapidamente informações para produzir algo novo.

Em provas de vestibular ou no exame do Enem, essa é a capacidade mais valorizada. Afinal, o atributo mais importante da inteligência é acessar a memória, refletir sobre as informações que você tem e, a partir delas, construir conhecimento. Em outras palavras, implica ser autêntico, independente e pensar por si próprio.

Como esses aspectos podem ser desenvolvidos

Pode ser que você esteja se perguntando se esses conceitos não são complexos demais para serem ensinados a uma criança. Na verdade, eles ficam mais fáceis de assimilar se forem apresentados na prática, em vez de na teoria.

Principalmente, fazem muito mais sentido para as crianças se forem transmitidos de forma lúdica. Por meio de jogos e brincadeiras, é possível testar, diagnosticar e desenvolver as habilidades cognitivas.

E o sucesso dessas estratégias de ensino depende tanto da atuação da escola quanto dos pais e amigos. Logo, é importante criar laços que fortaleçam o desenvolvimento intelectual dos pequenos, de modo que o estímulo seja diversificado e constante.

Além disso, é preciso saber sobre a teoria das inteligências múltiplas. Segundo essa teoria, cada pessoa apresenta naturalmente um tipo de facilidade cognitiva, e é possível desenvolver outras, de modo a alcançar um certo equilíbrio.

São esses os tipos de inteligências:

  • verbal ou linguística;
  • musical;
  • lógico-matemática (que também inclui o pensamento computacional);
  • naturalista (crianças que gostam de bichos e têm curiosidade por plantas);
  • intrapessoal (pequenos com boa autoestima e autoaceitação);
  • interpessoal (pessoas com capacidade de liderança ou facilidades na convivência);
  • espacial;
  • corporal-cinestésica (desenvolvida por quem tem facilidade com a dança e prática de outras atividades físicas, por exemplo).

Compreender as habilidades cognitivas é o primeiro passo para o seu desenvolvimento. Se pais, alunos e professores atuarem juntos na formação e treinamento dessas habilidades, o resultado será não apenas crianças mais inteligentes, mas também mais felizes e saudáveis psiquicamente.

Afinal, a expressão individual livre é um requisito muito importante para a nossa aceitação enquanto indivíduos. E conhecer nossos pontos fortes e fracos ajuda no trabalho em grupo e na definição do caráter, uma vez que ele também é baseado no exercício da inteligência.

Concorda que, se cada um carrega um tipo de habilidade cognitiva preferencial, é possível ensinar aos filhos, mas também aprender com eles? Se quiser ler mais a respeito, confira o que escrevemos sobre aprender com as crianças!

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