educação tradicional

Como a educação tradicional tem se tornado mais tecnológica?

Há uma certa tendência, por parte da educação tradicional, de enxergar a tecnologia como uma rival na sala de aula. Assim, smartphones e tablets não fariam, senão, tirar a atenção do aluno dos conteúdos que ele deve absorver.

No entanto, essa é uma visão reducionista de toda a gama de dispositivos e soluções tecnológicas hoje disponíveis. O acesso quase irrestrito às informações pode gerar muito mais soluções que problemas, e deve ser aproveitado para construir novos saberes e maneiras de aprender.

Essa é a ideia que vamos defender ao longo deste artigo. Continue a leitura e entenda quais são as diferenças entre ensino tradicional e educação tecnológica, além das implicações das mudanças para o futuro da educação.

O que é a educação tradicional?

O termo “educação tradicional” pode ser bastante amplo. Em um contexto de rápidas mudanças como tem sido desde as primeiras décadas do século 21, quase tudo tornou-se tradicional. Mas, no geral, essa expressão denota um contexto específico.

Uma das características do ensino dito tradicional é justamente a recusa da tecnologia na sala de aula. Isso pode acontecer por causa de um despreparo da instituição ou do professor, mas não apenas por isso.

Em alguns casos o motivo é o sentimento de desconfiança frente as descobertas digitais, o que confundir os profissionais da escola. Se eles não enxergam credibilidade nas novas ferramentas, tornam-se resistentes quanto a descobrir as melhores formas de aplicá-las.

A função dos educadores mudou muito desde que a tecnologia começou a evoluir mais rapidamente, e é normal que isso gere insegurança. No entanto, como veremos nos próximos tópicos, essa sensação negativa não deve pautar o ensino dos novos tempos.

Quais são seus principais problemas?

Outra característica marcante do ensino tradicional é que o professor ocupa a posição central no processo de ensino aprendizagem. Segundo essa lógica, ele é o detentor do conhecimento, e seu papel é transferi-lo tal qual é, de modo ativo e centralizado.

Ao estudante, por outro lado, resta uma postura passiva, de quem apenas assiste a aulas expositivas e tenta tirar o máximo de informações úteis. Se o ensino se organiza a partir da ótica do professor, não há muito espaço para a subjetividade ou individualidade dos alunos.

Esse pensamento é, até certo ponto exclusivo, pois foca em uma performance que os estudantes devem ter, independentemente das formas variadas de pensar ou de limitações psicológicas e psicomotoras, por exemplo.

Visto dessa forma, o ensino tradicional parece retrógrado e ineficiente, concorda? Mas como deve ser a alternativa a isso? Como oferecer uma educação moderna, eficaz e capaz de formar cidadãos críticos? É o que vamos esclarecer nos próximos tópicos.

Como tem sido a mudança para a educação tecnológica?

A educação tecnológica representa um desenvolvimento das metodologias de ensino, assim como das ferramentas utilizadas em sala de aula. Ou seja, ela é mais plural, individualizada e diversificada que os meios tradicionais de transmissão de conhecimento, e ainda resulta em melhores formas de motivar seu filho a estudar.

Podemos dizer que são três os eixos desse novo tipo de ensino. Veja quais são abaixo!

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Foco na formação humana

Durante muito tempo, as habilidades técnicas foram as únicas a serem valorizadas no Brasil. Assim, o ensino, em sua maior parte, era focado em transferir habilidades matemáticas e em um bom domínio da língua portuguesa, entre outras coisas.

A ideia por trás dessa organização didática era aprimorar uma visão técnica da realidade e outros valores atrelados à necessidade de exercer uma profissão e cumprir uma função no mercado de trabalho.

Hoje, o foco do ensino tecnológico vai bem além: é preciso criar cidadãos com espírito crítico e isso é tão importante quanto o domínio técnico. Assim, os estudantes são estimulados a serem parte ativa no seu processo de ensino aprendizagem.

Espaço para as necessidades individuais dos alunos

Isso tira o professor do papel central e coloca as necessidades individuais dos estudantes em primeiro plano. A ideia é que só se formam pessoas com espírito crítico se elas forem motivadas a tomar decisões, cometer erros e aprender a partir deles.

Além disso, cada um tem uma maneira de contribuir com o conhecimento. Ou seja, aprender é um ato realizado em grupo, e não uma experiência individual que deve ser igual para todos. Essa mudança estimula o aprendizado infantil.

Uso da tecnologia como suporte e ferramenta

A educação tecnológica, diferentemente do ensino tradicional, relaciona-se à formação do juízo para produzir conhecimento a partir de informações. Sendo assim, ela faz uso da facilidade que crianças e adolescentes têm de operar ferramentas digitais.

Os estudantes passam para o primeiro plano do processo de ensino-aprendizagem, e são incentivados e direcionados pelos professores. Ou seja, educadores tornam-se facilitadores e que são capazes de avaliar individualmente, inclusive apontando situações de dificuldade de aprendizagem.

Como ter um ensino humano para o futuro?

Passar da educação tradicional ao ensino tecnológico é muito mais do que implementar a tecnologia na sala de aula. É preciso ensinar a criticar com responsabilidade.

No entanto, ao contrário do que muita gente imagina, isso não significa abrir mão da construção de valores sólidos. É ensinar o estudante a ter curiosidade e assimilar novas perspectivas tecnológicas enquanto se mantém fiel a seus princípios.

No Colégio Verbo Divino, ajudamos a aprimorar profissionais mais humanos, pensando no futuro. Quem domina conhecimentos científicos e é capaz de se comprometer com a realidade coloca seu conhecimento a serviço de todos.

Em outras palavras, ensinar também é guiar a busca do viver comunitário e democrático. Educar para a realização pessoal e a felicidade, em harmonia com a natureza e de acordo com os mais altos padrões éticos deve ser o princípio básico da educação.

As tecnologias não devem ser uma fonte de distração, mas aliadas no processo de ensino-aprendizagem. Nesse contexto, o professor deixa de ser o centro, mas continua tendo um papel muito importante na educação das crianças.

Ficou curioso sobre o tema? Quer conferir mais exemplos de como é possível substituir o ensino tradicional pela educação tecnológica? Então, não deixe de conferir nosso artigo sobre 5 formas de aplicar a tecnologia na escola!

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