desenvolvimento emocional

6 dicas para ajudar no desenvolvimento emocional dos filhos

O desenvolvimento emocional é parte importante do crescimento saudável das crianças. É nessa fase que elas aprendem a lidar com suas próprias emoções, mostrando-as no momento necessário e controlando-as em determinadas situações. É assim que conseguem enfrentar frustrações, relacionar-se melhor com outras pessoas, trabalhar conflitos internos etc.

Inclusive, a inteligência emocional é uma das habilidades profissionais mais valorizadas no mercado. As pessoas que a desenvolvem desde cedo trabalham melhor em equipe, lidam bem com metas e pressões, entre tantos outros benefícios. E você sabia que pais e escola podem contribuir para esse desenvolvimento nas crianças?

Listamos algumas dicas para auxiliar no desenvolvimento emocional de seu filho. Confira!

1. Estimular a capacidade de ouvir mais

Muitas crianças estão acostumadas a ser o centro das atenções, sobretudo quando são filhos únicos. Com isso, sabem que têm alguém para ouvi-las quando precisam, mas nem sempre sabem ouvir. Essa habilidade é imprescindível para qualquer relacionamento interpessoal.

A dica prática mais útil nesse sentido vem por meio das histórias. Crianças se encantam pelas narrativas, que trazem consigo seus personagens, cenários, problemas e resoluções. Quando você lê ou inventa contos para seus filhos, eles desenvolvem a escuta ativa, acompanhada da máxima atenção para não perder o fio.

Ao se acostumarem a ouvir e prestar atenção na fala dos outros por meio de histórias, fica mais fácil transportar essa habilidade para outros cenários da vida. Além da escuta ativa, essa prática ainda contribui para o desenvolvimento da concentração e da empatia –– para não mencionar as competências técnicas como expansão do vocabulário.

2. Incentivar a comunicação das emoções

Em diversas ocasiões, as crianças sentem dificuldade de comunicar as próprias emoções, manifestando-as por meio do choro. A princípio, esse não é um grande problema, tendo em vista que acontece com toda pessoa que está dando os primeiros passos no desenvolvimento emocional. Com o passar do tempo, é importante trabalhar essa habilidade.

Se seu filho já estiver na escola, comece perguntando como foi o dia dele. Se perceber que está chateado com alguma situação, procure saber o que houve. Incentive-o a contar o que sente diante de diferentes ocasiões, das felizes às tediosas ou desmotivadoras.

Diante de uma briga com um amigo na escola, vá além de ensinar que esse não é o caminho ideal para resolver problemas. Questione sobre o que o aborreceu e como seu filho acha que seu colega está se sentindo. Como as crianças respondem bem ao estímulo à imaginação, essa é uma boa aposta.

3. Ser exemplo

A sua casa deve ser um espaço aberto a emoções. Afinal, as crianças também aprendem bastante a partir do exemplo dado pelos pais. Então, seja o que você quer que seu filho se torne. Para trabalhar o desenvolvimento emocional, que tal comunicar o que sente a ele? Em um dia cansativo de trabalho, por exemplo, compartilhe o sentimento, em uma linguagem próxima e convidativa.

Isso não quer dizer que você deve reclamar de algum colega ou situação –– o limite entre a reclamação e a expressão de emoções é bem tênue. O intuito é apresentar o sentimento e o que isso provoca em seu dia a dia, com possíveis ideais de soluções.

Quando ele fizer algo diferente e criativo na escola ou tiver um bom desempenho em qualquer atividade, demonstre sua satisfação. Comemore cada vitória, mas mostre que perder também faz parte, e que é preciso se solidarizar com as pessoas nas alegrias e tristezas.

4. Estimular a autonomia

Crianças muito dependentes de seus pais tendem a se fechar em uma bolha. Quanto mais entram nesse universo particular, mais difícil se tornam os relacionamentos externos –– com colegas da escola, professores, parentes distantes e assim por diante. O protecionismo pode favorecer esse tipo de comportamento, sendo ideal incentivar sempre a autonomia na educação infantil.

Ao desempenhar certas atividades sozinha, a criança perde o medo de errar a partir de falhas. Passa a se arriscar mais nos relacionamentos, conversas, atividades da escola etc. Nesse momento de descoberta, os pais podem observar de perto, mas interferir pouco. O intuito é evitar que a experimentação coloque seu filho em situações perigosas.

5. Melhorar a comunicação

As crianças passam por fases de aprendizado e, aos poucos, aprimoram suas habilidades de comunicação. Ampliam o vocabulário, passam a acertar nas construções frasais e são capazes de sustentar longos diálogos. Aqui, a ideia não é apressar essa etapa, mas incentivar e dar mais voz ao seu filho.

Nas rotinas corridas de trabalho, nem sempre os pais têm tempo para longas conversas. Mas é importante que haja um esforço para manter essa proximidade para que a criança tenha confiança ao se abrir com a família.

Em atividades físicas e artísticas, as crianças costumam desenvolver melhor a comunicação. Por isso, vale colocar seu filho em cursos de teatro, idioma, futebol ou o que for da preferência dele. Há escolas que oferecem essas oportunidades ministradas por seus professores, sendo interessante para a ambientação dos alunos.

6. Criar vínculos saudáveis

Em uma geração digital, em que as telas estão presentes o tempo todo, é ainda mais importante criar vínculos saudáveis. As crianças precisam de amizades e de pessoas com quem se preocupar, compartilhando emoções –– seja na escola, outros ambientes que frequentam ou na família.

Esses vínculos com pessoas de diferentes círculos e formações ajuda no desenvolvimento da tolerância e, mais importante, a lidar com expectativas. Assim, as crianças aprendem que nem todos pensam igual ou reagem de forma semelhante a uma situação. Isso contribui para controlar as frustrações também.

Além da imaginação, as crianças respondem bem ao lúdico. Por isso, que tal criar vínculos em família com atividades práticas, ao promover brincadeiras ou assistir a filmes juntos? Há produções que, inclusive, falam sobre emoções e podem ajudar na compreensão de seu filho. Bons exemplos são Divertidamente e Up – Altas Aventuras. Já a mímica é um jogo bem interessante e válido para esse objetivo.

Não investir no incentivo ao desenvolvimento emocional é um grande risco à formação de crianças e adolescentes. Se esse é um aspecto negligenciado desde cedo, no futuro, pode haver dificuldades de relacionamento até mesmo no âmbito familiar.

Por isso, tão importante quanto passar um tempo de qualidade com seu filho durante a semana é incentivar o desenvolvimento emocional. Como vimos, são várias práticas simples que colaboram com esse objetivo, de assistir a filmes juntos a praticar o diálogo diário.

Um assunto muito relacionado com o desenvolvimento emocional é a percepção de si mesmo na criança. Fica aqui o nosso convite para continuar a leitura e conhecer sobre o desenvolvimento da autoimagem.

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