Como controlar o estresse em tempos de pandemia

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E aí o dia começa! Prepara o café da manhã, roupa na máquina, lixo para fora de casa … as crianças acordam, o telefone toca, é hora de encomendar as compras … “Já deu a hora do almoço!!! Nem olhei meus e-mails!”… Rotina das crianças pela plataforma… “As compras chegaram! Ai, meu Deus! É hora do álcool gel! Uffa!!!”

Não tem jeito. Estamos todos nessa maratona. E nesse turbilhão, todos nos estressamos. As crianças, porque estão temporariamente privadas do que faziam de melhor: as brincadeiras com os amigos, motor de seu desenvolvimento e crescimento. Perderam também a convivência com outros adultos, até para dar um respiro para os pais, que agora estão com trabalho triplicado em casa. E isso sem falar em home office ou na continuidade do trabalho fora de casa.

Pois bem: para cuidar de tantas situações, os pais precisam também cuidar de si mesmos, procurando manter a saúde mental. E como podem fazê-lo? Primeiramente, reconhecendo medos, inseguranças, angústia e outras emoções, pois sentimentos não reconhecidos podem se tornar um estorvo, e respeitando o próprio limite de tolerância. Descobrir o que reduz seu estresse também é uma dica importante. Pode ser música, dança, meditação, exercícios de respiração, jogos de tabuleiro, filmes etc.

Valem combinados com o cônjuge e as crianças. Se essas já têm idade para esse entendimento, sobre momentos e locais nos quais os pais precisam de um pouco de quietude para descansar ou trabalhar. Até um indicador visual, como um aviso de “não interrompa” dependurado na maçaneta da porta do cômodo onde esteja trabalhando, ajuda; pois torna concreta a ideia da necessidade da espera.

As crianças precisam ser ensinadas a respeitar o tempo de descanso e trabalho dos pais. Muitas não aprenderam porque era curto o tempo para os pais estarem com os filhos e, nesse período, os pais atendiam a todos os chamamentos. Agora, é a hora desse aprendizado! E mais: buscando a redução de seu estresse, além de promover sinergicamente a melhoria do clima emocional do ambiente familiar, você estará sendo exemplo para seu filho! Até a próxima!

Texto de Regina Gabrig, psicóloga educacional do Ensino Fundamental – Anos Iniciais

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